Últimas Notícias
Resultados
Entrevistas
Colunas
Imagens
Circuitos
Dicas de Pilotagem
Os Campeões
Links
Especial – Paulo Carcasci
21-12-2009
De Interlagos para o Japão. E o trabalho com Schumacher.


Na segunda parte do especial, Paulo Carcasci contou como foi sua carreira no automobilismo e, claro, falou muito de kart. Em um bate-papo descontraído, a conversa fluiu por vários assuntos. Inclusive o trabalho dele com Michael Schumacher no último Desafio Internacional das Estrelas. Confira:

Allkart.net – Como foi a sua ida para o automobilismo?

Paulo Carcasci - Em 1984 eu corria de Super Kart e o Carlo Gancia perguntou se eu queria disputar o Mundial, que ele tinha bons contatos na Itália. Mas eu achei que estava velho para um Mundial de Kart e perguntei se ele não conhecia alguém na Fórmula Ford, na Inglaterra. Ele disse que também tinha contatos e, então, um dia sentamos para conversar com o Liam Duarte, Ricardo Divila, que era o projetista do Copersucar, para ver o como me levar para a Inglaterra. Daí cada um arrumou um pouquinho de dinheiro, um amigo meu, José Carlos Rodrigues, que me ajudou muito, arrumou dinheiro para eu correr de Super Kart com patrocínios pequenos; e ele também arrumou dinheiro junto com o Gancia e o Duarte. Foi aí que eu passei para a Fórmula Ford.

Allkart.net – E como foi a sequência da sua carreira?

Paulo Carcasci - Corri de F-Ford 1.600 em 1985, fui campeão europeu e bati na final do campeonato inglês, fiquei em terceiro. Estava na briga do título, mas bati em Thruxton na final e perdi. No ano seguinte (1986) corri de F-Ford 2.000 também na Inglaterra e fiquei em terceiro no campeonato inglês. Nessa época eu já corria de graça porque eu trabalhava para a Van Diemen como piloto de testes. Em 87 também corri de F-Ford 2.000 e em 88 pela primeira vez a gente conseguiu ganhar um campeonato de F-Ford 2.000, com a Van Diemen no torneio BBC de Londres. Entre 1988 e 89 eu corri pouco, fiz algumas provas esporádicas de Fórmula Opel e Fórmula 3000. Em 1989 ainda eu ganhei a Gold Cup de Fórmula 3000. Essa era uma prova em Outlon Park, bastante tradicional na Inglaterra. Ela já foi feita de Fórmula 1, de Fórmula 5000 e Fórmula 3000. É uma taça que você ganha e põe teu nome, como Indianápolis. Depois, em 90, corri algumas provas de Fórmula Renault com a equipe Manor. Era o começo do time, eu fui ajudá-los com o carro e fiz cinco poles e ganhei uma corrida do campeonato inglês; e ganhei o que foi o precursor do Campeonato Europeu, porque naquela época tinha o campeonato inglês, o francês e o alemão de Renault, mas não tinha europeu. Daí eles fizeram uma prova preliminar de F-Truck em Nurburgring (Luxemburgo) e convidaram os ingleses e os franceses para correr e eu ganhei essa corrida, que foi uma primeira prova internacional de Fórmula Renault – além de ganhar em Donington Park a final do campeonato inglês.

Junto de tudo isso eu também trabalhava como piloto de testes da Toytota na Inglaterra desenvolvendo vários carros de corridas dele. E foi daí que apareceu a oportunidade de contrato para correr no Japão. Em 1991 fui correr lá com o carro que a gente tinha desenvolvido na Inglaterra e aí fui campeão japonês de Fórmula 3. Depois, em 92, corri de Fórmula 3000 no Japão, ganhei uma prova em Fuji; em 93 corri de novo e depois disso não tinha mais contrato para 94. Estourou a bolha imobiliária, parecida com o que aconteceu no ano passado nos Estados Unidos, e aí eles enxugaram o campeonato que chegou a ter 44 pilotos na abertura da temporada de 92, passou a ter 12 pilotos em 94. Foi aí que eu voltei para casa.

Allkart.net – E como foi voltar para o Brasil depois desses quase 10 anos fora?

Paulo Carcasci - Quando voltei eu queria correr na Indy. Entre 94 e 95 eu fui 14 vezes para os Estados Unidos. Fiz contato com o Emerson (Fittipaldi) que eu tinha conhecido no Super Kart, onde corremos juntos, e ele estava no auge da carreira dele na Cart. Fui lá várias vezes, ele me apresentou para algumas equipes, mas todo mundo pedia dinheiro para correr. Queriam 1 milhão de dólares, só que eu não arrumava patrocínio e essas coisas. Em 95 um piloto belga, o Bertrand Gachot, com quem eu tinha brigado na Fórmula Ford, em uma prova que ele fez a pole e depois, em uma eliminatória, a gente bateu. Chegamos a ficar 10 anos sem se falar, até o dia em que eu vi um vídeo da batida e vi que ele, na verdade, não teve culpa e, enfim...em 95 ele me chamou para correr na equipe que era dele, a Pacific Racing de Fórmula 1. Ele ficou sócio do cara que era chefe de equipe dele na Fórmula Ford e montaram o time de Fórmula 1, mas precisavam de dinheiro. Então para o GP Brasil e da Argentina de 95 ele me chamou para correr, mas eu precisava arrumar 300 mil dólares, que eu não tinha.

Allkart.net – Nessa sua carreira no automobilismo você continuava andando de kart?

Paulo Carcasci - Não. Na Inglaterra não tinha tempo, não conhecia o pessoal do kart. Para não dizer que não andei, andei uma vez quando o Ralph Firman, dono da Van Diemen, deu um kart para o filho dele – Ralph Firman Jr (ex-piloto de Fórmula 1 e A1GP). Como era a estreia do menino, eles me chamaram para ir lá andar com o kart, carburar e etc. Então eu fui o primeiro a andar no kart novo, mas antes de deixar o filho andar, o Ralph pai resolveu dar umas voltas. Pegou meu capacete emprestado e foi para a pista. Resultado: capotou o kart, ralou meu capacete e o moleque ficou sem andar no kart que era dele. Lá em Snetterton. Essa foi a única vez que eu andei de kart nesse período.

Allkart.net – Você disse que resolveu ser piloto profissional quando já estava no Super Kart. Você se preparou para ir para o exterior, aprendeu a falar inglês e essas coisas?

Paulo Carcasci - Por sorte, em 1983, eu ganhei o torneio Supra Sumo de Super Kart, que foi uma prova dentro do Campeonato Paulista. E um dos prêmios era um curso de inglês de um ano, que eu ganhei. Então durante o ano de 1984 eu fiquei estudando inglês de graça. Foi o que me ajudou bastante, porque apesar de eu não falar inglês, eu cheguei na Inglaterra com uma boa noção. Lá depois eu até aprendi rápido porque eu morava em uma fazenda, eu alugava um quarto de uma família inglesa. A fazenda não era nem deles. Eles cuidavam da fazenda para alguém e alugavam um quarto para mim. Então eu não tinha dinheiro para pagar telefone para o Brasil, morava com um casal de velhos, só me restava falar inglês. Ia todo dia para a fábrica da Van Diemen, fazia entrega com a perua deles na Inglaterra inteira, e aprendi a falar rápido. Não tinha ninguém para falar português comigo. E no fim isso foi bom, apesar de o começo ter sido difícil por todas as diferenças de cultura. Depois de um ano eu já conseguia rir das piadas deles (risos).

Allkart.net – Agora nessa sua história toda de automobilismo, por que o Binho (Carcasci, promotor da Seletiva Petrobras e membro da CNK) não virou piloto?

Paulo Carcasci - Quando a gente fez o curso de pilotagem lá em Interlagos, que ele fez também, antes de fazer a primeira corrida, a gente ia para um pedaço onde acabava a Marginal (do Rio Pinheiros, uma das principais vias da cidade de São Paulo) e tinha um pedaço de asfalto que ninguém usava. A Marginal não ia até Interlagos como hoje, tinha um desvio. Então a gente ficava andando nesse pedaço de asfalto. Meu pai levava o mini-carro e a gente andava de sábado e domingo lá. Eu dirigia dez minutos, depois o Binho mais dez e revezávamos. Quando fomos para a primeira corrida, meu pai fez um sorteio para ver quem ia guiar e eu fiz a primeira corrida. A segunda corrida era para ser o Binho, mas ele não quis. E ele nunca quis correr. Ele ia em todas as corridas, ajudava na época do kart, mas nunca quis guiar. Não sei por quê. Nem mesmo na época do kart depois, quando meu pai comprou meu kart, quis comprar um para ele também e ele não quis. Para você ter ideia, em 79 todo mundo foi obrigado a correr usando álcool ao invés de gasolina. Então no final do dia ou no final da corrida, a gente dava uma volta com o kart usando gasolina para limpar o motor. E nem isso ele queria fazer.

Allkart.net – Você define seu estilo de pilotagem no kart?

Paulo Carcasci - Não, acho que não dava para definir. Até porque, se você vê como se guiava o kart nessa época com os pneus da PneuBras, você andava de lado em 50% da pista. E eu também não gosto dessa coisa de tentar definir se o cara é agressivo, o cara é bom de acerto, é isso ou aquilo. Eu prefiro sempre definir como ‘o cara ganha’ ou ‘o cara não ganha’.

Allkart.net – Mas você era um piloto de fazer muitas pole-positions, por exemplo?

Paulo Carcasci - Fazia, bastante. Em 78, se não me engano, eu fiz pole em todas as corridas da Júnior e só perdi uma bateria. Acho que foram 18 provas.

Allkart.net – Nesse período de 77 a 84 no kart você deve ter visto muita gente que fez sucesso no automobilismo depois?

Paulo Carcasci - Tinha uma turminha forte. Tinha o Ayrton (Senna). Vi o Emerson (Fittipaldi) correr. Acho que não poderia ter visto pilotos melhores. E agora ainda ajudei o Schumacher.

Allkart.net – É verdade. Você trabalhou com o Schumacher no Desafio das Estrelas 2009. Como foi esse trabalho?

Paulo Carcasci - Foi ótimo. Gostei muito.

Allkart.net – Mas você dava palpite? Como foi?

Paulo Carcasci - Dei um. Foi em uma hora em que ele tirou a vela do kart durante um dos treinos e queria ver a carburação. Daí ele ficou olhando a vela e chamou o alemão que acompanha ele, o dono da equipe, Peter Kaiser. Eles ficaram conversando e olhando para a vela e foi aí que eu resolvi intervir apesar de não ter sido chamado. Eu disse a eles ‘lembrem que aqui no Brasil nós temos 25% de álcool na gasolina e, então, essa vela desse jeito está muito fina, muito branca. Para ficar bom tem que estar um pouco mais escura’.

Allkart.net – E ele trabalhando no kart? É bom?

Paulo Carcasci - Muito bom. Eu contratava ele como mecânico a qualquer hora. Foi o melhor mecânico de kart que eu já vi. Ele sabe o que ele quer, que é o mais importante, e ele vai atrás. Presta atenção, se preocupa, monta o kart, se preocupa com detalhes. Um profissional seriíssimo. E no começo ele tinha motivos para ter todas as desconfianças comigo. Porque na hora que eu cheguei no kartódromo, o Felipe Giaffone me apresentou a ele e eu fiquei junto do kart desde o momento do sorteio. Só que a cada dois minutos passava alguém para me cumprimentar: (Antonio) Pizzonia, com quem eu trabalhei vários anos na Europa; Raphael Mattos e etc. Então antes mesmo de começar a trabalhar com ele, vinham vários pilotos conversar comigo. E pela cara dele eu tinha certeza que ele pensava ‘esses caras botaram esse fulano aqui para me ferrar, ele conhece todo mundo’. Mas essa desconfiança durou até o momento em que eu falei da vela para ele. Aí inverteu. Depois ainda dei um toque sobre a pastilha do freio que estava pegando no disco durante o warmup. Tanto que a minha grande felicidade do final de semana foi ele me convidar para tomar um chope na comemoração no Bar de La Musique. Ele reservou uma mesa para ele e os cinco alemães que viajaram com ele, me convidou para sentar junto com eles e aí, então, ele se abriu comigo e conversamos bastante. Depois ainda me agradeceu, me deu uma plaquinha autografada e com dedicatória que eu nem tinha pedido. Foi tudo bem legal.

Allkart.net – Ouvimos você mesmo dizer, certa vez, que você não gostava de andar de kart. O que você gostava era de ganhar corrida. Ainda pensa assim?

Paulo Carcasci - Exatamente. Andar de kart é legal, mas o bom mesmo é ganhar. Sábado passado aqui na Granja (Viana) a gente fez uma corridinha e eu ganhei. Eu estava feliz da vida. Ninguém sabe, mas tinham 12 kartistas aqui e eu ganhei. O legal é ganhar, porque funciona assim: se for para você andar de kart, andar bem ou muito bem não faz diferença. Se você vier aqui e virar 57s ou 56s9 não muda nada. Agora se tem uma competição e você ganha, faz melhor que todo mundo, é um prazer. Isso é a diferença, é legal. Tanto que para eu voltar a correr de Shifter, é uma motivação enorme que eu não achava em mais nada.

Allkart.net – Então não sua volta teve um motivo?

Paulo Carcasci - Claro. Foi no dia 1º de maio que eu decidi voltar a correr. Foi um dia que eu fui andar em Homestead (EUA), quer dizer, fui levar o Gian (Giancarlo Vilarinho, piloto da F-BMW Américas cujo coach é Paulo Carcasci) para treinar de kart e estava o Vítor Meira, o Raphael Mattos, o (Oswaldo) Negri, o Hélio Castroneves treinando. Aí eles ficaram falando ‘vai lá véio, anda aí’. Então eu fui andar e andei perto até do tempo do Helinho que era o mais rápido da turma e fiquei com vergonha. Pensei ‘poxa, estou virando quase igual a ele com 91 quilos e depois de três voltas minha língua está colada no tanque, então eu não estou tão velho assim’. Foi ali que eu fiquei com vontade e decidi correr de novo. Comecei a fazer ginástica e é bem diferente de você pensar ‘vou emagrecer’ ou ‘vou parar de beber’. A meta era: ‘vou andar de kart’. E para isso você precisa estar em forma, precisar estar forte, com reflexo. É bem mais legal assim. A motivação e a alegria que vem, são incomparáveis.

Allkart.net – Você dava importância por ser, até pouco tempo atrás, o único recordista de títulos brasileiros de kart?

Paulo Carcasci - Era um orgulho, sim, mas mais por estar vindo dos outros. Para mim, talvez ganhar a Gold Cup de F-3000 na minha segunda corrida na categoria e sem experiência, acho que foi muito mais que ganhar seis títulos brasileiros de kart. Ou quando eu ganhei o Europeu de F-Ford também, que tinha 40 carros no grid e desse grid pelo menos três pilotos viraram piloto de Fórmula 1: o Damon Hill, o Johnny Hebert e o Bertrand Gachot. Ah, e tinha o (Roland) Ratzemberger também, que morreu em Ímola depois. Caras que já eram muito bons e eu tive que brigar muito com eles. Mark Blundell também...por isso talvez orgulho mesmo eu tenha mais de algumas vitórias isoladas, até mesmo como o Brasileiro de Ribeirão Preto, que eu ganhei com um kart montado em cinco minutos. Então da quantidade, seis vezes, é mais legal quando vem dos outros. Mas eu gosto de algumas que me trazem lembranças dos detalhes para conquistar a vitória. O Brasileiro de Shifter, por exemplo, agora em novembro. No final eu estava morto, mordendo o volante de tão cansado e o Emílio Padron colou em mim no finalzinho da corrida. E ali eu consegui respirar fundo e dar cinco voltas ‘no pau’, concentrado para abrir dele o suficiente para ele não ficar colado em mim.

Allkart.net – Você encara o kart hoje da mesma maneira que na década de 80?

Paulo Carcasci - Com certeza não. Eu não lembro nem porque eu corria de kart naquela época. Eu gostava de ganhar, do mesmo jeito, mas era outra coisa. Hoje eu sei exatamente o que eu estou buscando: a alegria de ganhar. Talvez naquela época eu não soubesse, ia só de uma corrida para a outra querendo ganhar. Hoje tem toda aquela memória, toda aquela experiência e muito mais tranqüilidade para curtir muito mais. Naquela época eu queria ver só o resultado, só a vitória. Hoje eu estou curtindo a preparação para isso também.

Allkart.net – E qual é o objetivo dessa volta?

Paulo Carcasci - Curtir a vida.

Allkart.net – Vamos pegar a geração de 1990 para cá. Quem você aponta como um bom kartista dessa turma?

Paulo Carcasci - O Sérgio Jimenez é um excelente kartista. Com uma baita auto-confiança. Muito bom. O (Danilo) Dirani também. Eu o vi em duas fases. E o que ele faz hoje no Shifter eu não vi o Ayrton (Senna) fazer. Porque o Ayrton desperdiçava o talento e a confiança que ele tinha brincando e brigando com o Mário Sérgio. O Danilo não desperdiça o talento, não desperdiça a oportunidade, por isso vai lá e ganha todas. Alguém ganhar 20 corridas como ele ganhou, eu nunca vi.

Allkart.net – E por que, na sua opinião, esses caras não conseguiram ‘chegar lá’ na carreira? Hoje é mais difícil do que era quando você foi para a Europa?

Paulo Carcasci - Hoje talvez seja mesmo mais difícil. Uma das coisas que eu vejo é que o automobilismo é muito mais profissional. Na Europa principalmente, mais do que aqui e inclusive o kart. Para você ter ideia, quando eu fui correr de F-Ford na Van Diemen, o cara tinha um chamado horse-box, que é um caminhão de madeira para levar cavalos. E esse era o caminhão da equipe de fábrica. Hoje você vai na pista e são mega estruturas. Então um cara com talento naquela época ia para lá sozinho e ganhava tudo, mas morava mal, comia mal...eu não tinha ninguém para me dar uma dica, para me dar um apoio, tive que aprender tudo sozinho e isso tudo demora. Hoje em dia o cara tem que chegar na Europa pronto, mas muito pronto, muito bem preparado e muito bem conduzido. Na minha época você chegava completamente despreparado com 20 e poucos anos. Hoje você precisa estar pronto aos 15. Por isso é muito mais difícil e talvez isso explique os problemas. Pega por exemplo o Nelsinho Piquet, que é tão bom quanto o Dirani, é da mesma turma, e deu certo. Porque tinha alguém do lado para ensinar e indicar.

Allkart.net – Você chegou a trabalhar com o Jimenez na F-Renault da Inglaterra?

Paulo Carcasci - Trabalhei com ele já na fase final dele na Inglaterra e era exatamente isso. Não vi como foi o começo, mas deve ter dado algum problema no começo. Ele estava no lugar certo, na equipe boa, do lado do (Lewis) Hamilton, tem talento, mas alguma coisa faltou. E ele não tinha com quem falar, alguém que dissesse ‘vamos resolver isso agora’. Porque se tivesse resolvido isso em fevereiro, março, ele teria ganhado. O Hamilton não é melhor que ele. Se for é uma casquinha de nada. Vamos dizer, talvez o Hamilton fosse campeão do mundo, então o Jimenez seria vice. Mas não é o Hamilton campeão do mundo e o Jimenez piloto de Copa Vicar aqui do Brasil. Mas naquele momento, naquela hora, o Hamilton estava mais bem amparado. Não acompanhei o Dirani, mas diria que aconteceu a mesma coisa. Precisa estar bem direcionado, porque um moleque com 16, 17 anos, não tem todos os discernimentos e toda a disciplina necessária para ser piloto. Aí o cara fica sozinho, longe de casa, comendo mal, sem dinheiro para manter uma vida legal, fica deprimido. E é esse pouquinho que falta do lado de fora, que vai fazer falta dentro da pista.

Allkart.net – Mas é importante ser um bom kartista para ser um bom piloto no automobilismo?

Paulo Carcasci - Ajuda. Porque não é tão diferente. Claro que o carro é mais complexo, mas a ideia é mais ou menos a mesma.

Allkart.net – O kart é fundamental?

Paulo Carcasci - Eu diria que sim, porque se você quiser um piloto pronto para correr de carro aos 16 anos, se ele não tiver feito quatro bons anos de kart, vai ficar difícil para ele aprender tudo isso no fórmula. Até porque cada vez mais as categorias são limitadas na quantidade de treinos

Clique aqui e veja a terceira parte do Especial - Paulo Carcasci.

Galeria de Fotos:


Created with Admarket's flickrSLiDR.



Birel Sudam
Siga o Allkart.net também no Twitter! Clique aqui.

Ricardo Belussi e Nei Tessari / São Paulo

 

::: Comente esta notícia

<<Volta
Buscar em :
Copyright © 2000 - 2001 ALLKART.NET
Todos os direitos reservados / All rights reserved
Anuncie! | Fale Conosco | Seja nosso correspondente | Créditos